Conheça a tecnologia Led
Existe um meio seguro e viável economicamente para reduzir de forma sensível o consumo de energia elétrica sem poluir o meio ambiente por metais pesados no descarte da lâmpada queimada? Sim, existe: utilizando a tecnologia de iluminação dos LEDs. O LED é um diodo semicondutor que quando energizado emite luz visível. A luz é monocromática e é produzida pelas interações energéticas do elétron. O processo de emissão de luz pela aplicação de uma fonte elétrica de energia é chamado eletroluminescência. Uma luminária por LED é composta por várias lâmpadas. Cada lâmpada é composta por dezenas de LEDs. Em caso de queima de um dos LEDs o restante dos LEDs da lâmpada continua ativo, gerando segurança no local e plena continuidade do nível de iluminação.
A alimentação elétrica de um LED é por baixa tensão, através do driver poderá ser de 220/110 V AC 50/60 Hz ou até mesmo 12 V DC. Com alimentação 12 v é apropriada para uso com células solares. A cor do fluxo luminoso pode ter várias tonalidades, gerando efeitos espetaculares. A expectativa de vida é entre 50.000 h e 100.000 h. Muito superior às outras. Não contém partes móveis eliminando quebras ou trincas por efeito de vibrações.
Cada um dos módulos funciona independente dos outros. Em caso de dano a um ou outro módulo, os outros continuarão a funcionar normalmente. Praticamente 90% da energia consumida é transformada em luz. É 98% reciclável, não possui mercúrio ou outras substâncias agressivas à natureza. Por sua elevada durabilidade, a deposição de materiais na natureza se reduz acentuadamente. Não emite radiações ultravioletas ou infravermelhas. Não aquece, ataca, altera ou envelhece os objetos expostos à sua luz. Por não emitir radiação ultravioleta, não atrai insetos.
A lâmpada convencional é Multidirecional. Para utilizar todo seu potencial de iluminação é necessário utilizar refletores. (A perda é grande).
A lâmpada LED é direcional. O seu potencial de iluminação é utilizado em maior parte. (A perda é bem pequena).
A evolução tecnológica dos sistemas de iluminação LED era limitada pela necessidade de desenvolvimento de aparatos dissipadores de calor que fossem eficientes. Hoje os diversos formatos de lâmpadas LED utilizam sistemas de dissipação apropriados e que permitem uma larga elevação da vida útil das mesmas. Outro fator a ser considerado é a evolução das luminárias para utilização das lâmpadas LED. Ainda recentemente somente estavam disponíveis luminárias adaptadas, que causavam grandes perdas de potencial de iluminação, bem como apresentavam um design inadequado aos modelos de lâmpadas disponíveis.
Outros componentes com grande evolução foram os soquetes e adaptadores, tornando as lâmpadas LED usuais e de aplicação direta. Movidos principalmente pela necessidade de redução no consumo de energia, diversos países já utilizam a tecnologia dos LEDs. Alguns países como Taiwan e China já tem metas de migração total com datas pré-estabelecidas. Outros já têm legislação facilitadora da migração. Diversas cidades nos Estados Unidos e Canadá já migraram as redes de iluminação pública totalmente para a tecnologia LED. Atingindo um estágio de evolução intermediário, os produtos que utilizam tecnologia LED já contam com preços finais que permitem a aplicação em diversos usos.
Iluminação Pública
Atualmente, 50% dos pontos de iluminação pública no Brasil ainda utilizam lâmpadas da tecnologia de Vapor de Mercúrio, ineficiente e originada nos anos 60. São aproximadamente 6,5 milhões de lâmpadas gerando uma emissão elevada de CO2 e contribuindo para os gastos de energia e um custo excessivo para as Prefeituras. Considerando que a iluminação pública representa entre 4,5% e 5% do consumo de energia no país, se obtivermos uma redução de 50% sobre isso, teremos uma redução global de até 2,5% do consumo nacional! Isso representa muito mais do que a economia obtida com os “horários de verão” e uma sensível redução nos horários de pico. |